Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

É muita coisa

Simplesmente não gostar de deixar. De abandonar. Dizer que não. Não posso. Não estou. Não digo. Só gosto do não gosto! A negativa não me assuta, assuta-me sim partilhar essa negativa. Esconder. Fugir. Despedir. É negativo. Não gosto! Estão a ver? Gosto do não gosto. É a única negativa de que gosto. Ou então não. Também gosto de frases curtas. Ou será de textos complicados? Mas os textos não ficam complicados com frases curtas? Também gosto de interrogativas. E de dizer que gosto. Gosto de textos sem sentido. Este não tem qualquer sentido. Afinal as negativas já não me parecem tão mal. Então gosto deste texto. Já se esqueceram? Gosto deste texto porque gosto de frases curtam que criam textos complicados principalmente quando apresentam observações pelo meio. Também gosto de textos sem vírgulas. O que os torna ainda mais complicas. E estúpidos. E obrigatoriamente com frases curtas. E complicados. Os textos às vezes não são complicados. Apenas não dizem nada. E parece complicado porque procuramos algo. Mas não há nada para encontrar. A não ser nada. É possivel encontrar nada? Lá estão outra vez as interrogativas. Gosto delas. Só não sei se se encontra nada. Não sei. A negativa que menos gosto. Não gosto de não saber. Não gosto ainda mais de não saber se gosto. Voltando ao nada. Nunca encontrei nada. Encontrei sempre alguma coisa. Nem que fosse nada. Nada é algo. Então não há nada. Sempre gostei de Filosofia. Aluna de 19. Porque a senhora professora era estúpida e não me dava o 20. Nao sei porquê. E não gosto de não saber porquê. Mas o que já lá vai, já lá vai. Usei uma vírgula. Já estou a estragar a ideia inicial. E também não gosto da afirmação que fiz antes. A do que já lá vai. Não sei abandonar o passado. Trago-o sempre comigo. Faz-me mal. Não me importo. Não sei esquecer. Nem perdoar. Quase perdoo. A marca nunca se apaga. Não me importo de vir a atirar aquilo à cara mais tarde. Como já disse. Porque o passado vem sempre comigo. Criticam. Resmungam muito. Não serve de nada. Ao contrário de mim. Eu critico e resmungo muito. Adianta sempre alguma coisa. Nem que dê origem a uma discussão. Gosto de discussões. Por em prática a minha capacidade de argumentação. E quando raramente não ganho pela razão consigo faze-lo pelo poder de argumentação. Aí ninguem me ganha. Nunca conheci ninguém que me ganhasse. O meu pai empata comigo. Ficamos horas a testar esse nosso poder. O melhor amigo também dá luta. Por falar nele. Já tivemos melhores dias. Com o gajo só tive uma discussão. Que não deu em nada. Apenas pedi atenção e respeito. Agora que revejo as coisas até deu em algo. Em atenção e respeito. E numa tarde e noite fantásticas. Por falar em noites. O que mais guardo dele são os jantares. As conversas disparatadas até às tantas na minha cozinha. As frases estão a ficar compridas. Não gosto. Mas gostava dele. E gosto. Ele também. Fui má. Ele não. Mereceu? Lá estão as interrogativas outra vez. Claro que não mereceu. Já disse que não foi mau. Foi decente. Eu é que não quis. Até demonstra o meu feitio. Não querer. Sou complicada. E ciumenta. Mas só às vezes. E isso demonstra amor. Amor. Isso também é bom. Ou então é só uma ilusão. Mas eu acho que é. Sei que é. Também faz parte do meu feitio. Sei quase tudo. Quase. Não é tudo. Nem queria que fosse. O meu limite é a minha ambição. Que bonito. Gostei da frase. É a realidade. Se soubesse tudo tinha chegado ao limite. Não havia ambição. Não havia vida. Então a ambição da-me vida. Estão a ver como eu tenho queda para a filosofia? Fantástico. Mais uma interroativa. Este texto é de facto anormal. Mas eu gosto. Também gosto de gostar. Já disse? As nuvéns são algodão doce. Leitor, duvida? Já lhes tocou? Alguém lhe disse. Mas analisou-as você? Então como tem tantas certezas que não? Acredita assim tanto no que outros dizem? Sem se certificar? Claro que não é algodão doce. Mas acredita-se demasiado no que outros dizem. Assusta-me a ingenuídade. Nunca a tive. Questiono tudo. Já disse que gosto de interrogativas. Desde míuda. Mas não era irritante. Isso só agora. Procurava as respostas às minhas perguntas. Não as fazia. Desde miuda que não acredito em Deus. Deus. Acredito que Deus é uma figura que se cria para ter ao que se agarrar. No entanto, acredito no meu Anjo da Guarda. Desde pequena. Falo com ele todos os dias. Até pode não existir. Mas se acreditam em Deus como posso eu não acreditar no meu anjo? O meu anjo é meu. Responsavel pelo que me acontece a mim. Acham que é o mesmo ser superior que é responsável por mortes em peregrinos a Fátima e pela fuga às autoridades de serial killers? Se é, é uma figura em quem não quero acreditar. Gosto de disutir religião. Normalmente ninguém gosta. Eu gosto. Gosto de Filosofia. Tenho de gostar de discutir. Seja o que for. Também gosto de discutir futebol. Será por isso a maioria de amigos, amigOs? Se calhar. Mas gosto deles na mesma. Uma vez uma criatura disse que eu ía acabar sozinha por causa da minha forma de ser. Até este momento, não afastou ninguém. Acho que essa pessoa só podia querer ser como eu. É a única solução que encontro. Também não me soube dar justificações. Não gosto disso. Gosto de argumentos. A única coisa que me faria gostar de advocacia. Apresentar argumentos e pagarem-me para isso. Nunca leram um texto tão grande escrito por mim. De seguida. Sem pausas. Não vai ser relido. Pode ter erros. Falhas. Não gosto delas. Mas neste momento gosto.Tenho muito isto. Gostos momentaneos. Não gosto de 7up. Bebo por gosto momentaneo. Não gosto da S. Falo por gosto do momento. Sou estranha. Não estou confusa. Isto foi escrito sem recurso a substanias estranhas. Nem não estranhas. Sabem que abomino isso. Só alcool. Mas também não o ingeri. Apenas me apeteceu escrever. Muito. De forma cansativa. Pode ser que ganhe sono. Comecei a escrever isto às 23:43 ficam a saber. São 00:17. Nem estou a demorar muito. Queria escrever à mão. Tinha muita gente à minha volta. Agora já tudo dorme. Vou parar. Tenho assuntos que me preocupam. Se perguntarem alguma vez a vocês mesmos o que me deu para escrever isto, perguntem também quando foi a ultima vez que obdeceram a uma vontade extrema. Ontem? Há uma semana? Mês? Ano? Nunca? Eu costumo faze-lo. E essa vontade foi isto. Não há justificação. É só isto. Tenho orgulho neste texto. Acho que um dia o vou imprimir e guardar. Ou passa-lo à mão com a minha própria letra. Com a minha caneta favotita. 00:19. Gosto de horas. Sem tic tac. Tic. Tac. Não gosto. Dá-me medo. Não gosto do medo. Com medo sinto que não sei. Já disse que não gosto de não saber. É tarde. Vou-me embora.

publicado por Escondida às 00:21

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3 comentários:
De poetaporkedeusker a 7 de Setembro de 2009 às 14:47
Muito bela e minimalista, a tua casa :))
Tanto se me dá saber como não. Sou paciente. Tarde ou cedo entenderei... ou não. Sempre uma hipótese a considerar, este não.
Temos coisas em comum. Todos os dias  escrevo coisas por impulso... vês? :)
Beijito!
De Escondida a 8 de Setembro de 2009 às 01:50
:)

Este texto está, de facto, o reflexo do que sou. Vivo com muita confusão, mas tão feliz!

:D

Beijinhos
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2009 às 12:24
Também eu... embora não tenha assim muita confusão. O que eu tenho mais é mesmo dores de barriga, cansaço e falta de vil metal... :))
Bjito!

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